domingo, 14 de dezembro de 2025

Parashá Miketz (Gênesis 41:1–44:17)

Parashá Miketz (Gênesis 41:1–44:17): cada aliá traz lições de obediência e confiança em D’us, que permanecem relevantes hoje. A seguir, apresento um resumo em quatro parágrafos por aliá, comentários rabínicos e reflexões contemporâneas.


📖 Resumo por Aliá

1ª Aliá (Gn 41:1–14)

O Faraó sonha com sete vacas gordas devoradas por sete vacas magras e sete espigas cheias consumidas por sete espigas mirradas. Nenhum sábio egípcio consegue interpretar. O copeiro lembra de José, que é chamado da prisão.
Comentário rabínico: Rashi observa que os sonhos do Faraó eram simbólicos da economia e da sobrevivência nacional, mostrando que D’us controla até os governantes mais poderosos.
Lição contemporânea: Obediência significa reconhecer que nossas habilidades vêm de D’us e que Ele pode nos elevar de situações de “prisão” para posições de influência.


2ª Aliá (Gn 41:15–38)

José interpreta os sonhos, explicando que virão sete anos de abundância seguidos de sete anos de fome. Ele aconselha o Faraó a nomear um homem sábio para administrar os recursos. O Faraó reconhece que o espírito de D’us está em José.
Comentário rabínico: O Midrash destaca que José não apenas interpretou, mas ofereceu soluções práticas, mostrando sabedoria aplicada.
Lição contemporânea: Obediência hoje implica não só ouvir a voz divina, mas agir com responsabilidade e planejamento diante das crises.


3ª Aliá (Gn 41:39–52)

José é nomeado vice-rei do Egito, recebe o anel real e uma esposa, Assenat. Nasce-lhe Manassés e Efraim, cujos nomes refletem gratidão e superação.
Comentário rabínico: Ramban nota que José manteve sua fé mesmo em meio ao poder e luxo, lembrando-se de sua origem e de D’us.
Lição contemporânea: Obediência é manter princípios espirituais mesmo em ambientes de poder, riqueza ou influência.


4ª Aliá (Gn 41:53–42:18)

Os anos de fome chegam, e todas as nações vêm ao Egito buscar alimento. Os irmãos de José descem ao Egito, mas não o reconhecem. José os acusa de espionagem e os coloca à prova.
Comentário rabínico: Rashi explica que José agiu estrategicamente para despertar arrependimento nos irmãos.
Lição contemporânea: Obediência exige discernimento: às vezes precisamos confrontar para levar outros à reflexão e mudança.


5ª Aliá (Gn 42:19–43:15)

José exige que tragam Benjamim como prova de inocência. Simeão é retido. Os irmãos retornam a Jacó com alimento e relatam o ocorrido. Jacó reluta, mas finalmente permite que Benjamim vá.
Comentário rabínico: O Midrash vê nisso a dor de Jacó, mas também sua submissão à vontade divina.
Lição contemporânea: Obediência pode significar abrir mão de medos pessoais para confiar no plano maior de D’us.


6ª Aliá (Gn 43:16–29)

Os irmãos retornam com Benjamim. José os recebe com banquete, mas continua ocultando sua identidade. Benjamim recebe porções maiores.
Comentário rabínico: Ramban observa que José testava se os irmãos haviam superado o ciúme que antes tiveram contra ele.
Lição contemporânea: Obediência hoje é aprender a superar inveja e rivalidade, cultivando unidade e justiça.


7ª Aliá (Gn 43:30–44:17)

José se emociona ao ver Benjamim, mas trama colocar sua taça no saco dele. Os irmãos são acusados de roubo e se oferecem como servos.
Comentário rabínico: Rashi explica que José queria ver se os irmãos defenderiam Benjamim, mostrando arrependimento.
Lição contemporânea: Obediência é demonstrada quando defendemos o inocente e permanecemos fiéis à verdade, mesmo sob pressão.


🌟 Reflexões Contemporâneas sobre Obediência

  • Planejamento e fé: José ensina que obedecer a D’us inclui usar sabedoria prática.
  • Integridade no poder: Mesmo elevado, José manteve sua fé, exemplo para líderes atuais.
  • Arrependimento e reconciliação: Obediência envolve confrontar erros e buscar restauração.
  • Confiança em meio à crise: Assim como Jacó confiou em D’us ao enviar Benjamim, somos chamados a confiar mesmo em situações de risco.

👉 Essa parashá mostra que obediência não é passividade, mas ação consciente guiada pela fé.

por: Familia Bnei Avraham 

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